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domingo, 22 de fevereiro de 2015

Rapsódia Popular



Adeus Aldeia
Prateada sereia
No Tejo a saudade
Meu povo rijo
Foi vila Montijo
Agora é cidade

Águas frias são impostos
Os impostos que o povo temeu
Não me deem mais desgostos
Pois vendo tudo o que seja meu
Dez facas, um tabuleiro
Canecas, fotografias
P’ra ganhar algum dinheiro
Na feira das velharias

Rogo-te santo António
Que muito já suportas
Finda com o matrimónio
Do Coelho com o Portas

Vejo o caso mal parado
O Cavaco é pobrezinho
O rico remediado
E resto-me o Zé Povinho

Vai um caldo ou uma canjinha
De quando em vez uma cavala
E estou-me a ver já muito velhinha
A trabalhar e de bengala

Fui a tempo de ser reformada
Mas se continuo a trabalhar
Que a reforma não chega p’ra nada
E se já era altura de me por a descansar

Lá vai o povo, o povo a desfilar
Em colunas em fileiras
Para se manifestar
Lá vai o povo e sempre de alma serena
Cantando fraternidade
Grândola vila morena

Lá vai o povo, o povo a desfilar
Em colunas em fileiras para se manifestar
Lá vai o povo mas não lhe serve de nada
Que o governo ainda fica pois a rir-se à gargalhada



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