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sábado, 21 de fevereiro de 2015

Coitado Do Presidente



Ai quem espera desespera
No meio desta confusão
Ai meu Deus ai quem me dera
Isto p’ra falar verdade
Queria uma revolução
Vamos lá ó pessoal
P’ra acabar com a austeridade
Que reina em Portugal

Eu nem sequer estou senil
E por sinal sou sincera
Pois que venha outro Abril
Que é p’rá gente festejar
Faça-se outra Primavera
Que o povo anda tresloucado
Nem consegue respirar
Está tudo pior que antes
Pois se anda a ser roubado
E logo p’los governantes

Se bem que são idiotas
E eu vou juntar os talões
Mas que grandes anedotas
Pois p’rá multa não me arrisco
E em vez do euro milhões
Vou jogar no euro fisco

Repensei depois melhor
Não me quis candidatar
Pois se soube à posterior
Que era uma mera ilusão
Se acaso iam sortear
Carros em segunda mão

Que ao jogo sou azarada
Pois se a sorte não me busca
Preferi estar sossegada
Que afinal é bom de ver
Saía-me uma farrusca
Só se fosse p’ra abater

E vai-se a ver da verdade
Eles andam-se a promover
Se foi p’ra mim novidade
Claro que muito me aclama
Doa lá a quem doer
Entrego as mãos ao destino
E quero um topo de gama
Ou então um submarino

Dizem pois que ainda melhora
A situação do país
Ai quero-me ir daqui p’ra fora
Pois se a mim não me parece
Por muito que seja altiva
Pois não tenho nervos de aço
Eles querem subir o IVA
E depois o que é que eu faço

Que eles não têm piedade
Está tudo bem aviado
Com tanta severidade
Pois que a despesa aumenta
E até o bem empregado
Mesmo assim não se aguenta

Mas o que mais me baralha
O povo estar conformado
Qualquer dia o Zé trabalha
E é ele que passa a pagar
O seu próprio ordenado
Que é p’ra manter o lugar

Será que isto é liberdade?
Mas que espécie de clausura
E se o povo dá ao coiro
Trabalha de chão a chão
E os donos da ditadura
São pagos a peso d’oiro
E há tanta gente sem pão
Vai-se a ver que os reformados
Não se dão endireitados
Vivem de meia pensão

E as notícias são tão más
Sucedem-se as heresias
Que o tempo voltou p’ra trás
E matam-se os ideais
E perdem-se as regalias
Regalias sociais

Vejo a vida andar p’ra trás
Faz-me lembrar outra era
Em que nem havia paz
Muito menos igualdade
E agora tens por quimera
A sombra da liberdade

E havia pides a mais
P’ra te poderem espiar
Hoje são internacionais
Pois haja então quem te eduque
Que eles andam-te a controlar
À pala do facebook

E ouve-se um fado menor
Que este destino é velhaco
Vamos de mal a pior
E só temos arrelias
Vai-se a ver que o Cavaco
Também se andava a queixar
Vive das economias
P’ra se poder governar

E por este caminhar
Ainda perde as esperanças
E ao depois fica repeso
Quando acabar por gastar
As suas pobres poupanças
Das aplicações bancárias
E se acaso ficar teso
Não tem como fazer frente
Às despesas extraordinárias
Coitado do presidente

Vai-se a ver que não me calo
Falarei pelo meu povo
Têm medo do que eu falo
Mas se poetizo a verdade
Pois queremos um mundo novo
Com a palavra liberdade

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