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domingo, 22 de fevereiro de 2015

Logicamente



Muita parra pouca uva
Não há carne sem ter osso
Nem trovoada sem chuva
Não há bela sem senão
Nem cabeça sem pescoço
Nem gigante sem anão

P’ra cada mal sua cura
Não há fome sem fartura
Não há uva sem grainha
Nem colmeia sem rainha
Não há noite sem ter dia
Nem rapaz sem rapariga
Cada rabo sua pia
Não há purga sem lombriga

Não há égua sem cavalo
Não há cama sem colchão  
Nem galinha sem ter galo
Não há sacristão sem padre
Não há teto sem ter chão
Nem freiras sem terem madre

Não há funeral sem riso
Nem moça sem ter rapaz
Nem lágrima sem sorriso
Nem guerra sem haver paz
Nem casamento sem choro
Careca sem guedelhudo
Nem riqueza sem tesouro
Não há cornos sem cornudo

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