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domingo, 22 de fevereiro de 2015

Meu Defunto Ainda É Cedo




Meu amor, meu respirar
Faz tudo o que tu quiseres
Não me venhas procurar
Nem vás p’ra outras mulheres                          

Ó amor da minha vida
Não me venhas cá buscar
Não me queiras sepultar
P’ra morrer ainda é cedo
Posse ser velha batida
Mas confesso, tenho medo

Nem nunca mais me casei
E com tanto pretendente
Foi passo que nunca dei
Nada era p’ró meu dente
Foi cacho que não deu uva
Já tinha ficado viúva
Por quantos já enterrei

O amor é colossal
Mas nem tudo o que vem à rede
Serve p’ra matar a sede
Num dia quente de Verão
Ai meu punhado de sal
Que bates no meu coração

Tenho pena meu querido
Abotoaste os sapatos
Ai, o que eu tenho sofrido
Ao beijar os teus retratos

E seja o que Deus quiser
Se o amor é infinito
Pois tem muito p’ra durar
Posso ser tua mulher
Se à morte, faço um manguito
Não me queiras tu matar!




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